Together.
Sem muitas delongas, adoro blogs. E um dos meus queridos e preferidos http://drivingintherain.blogspot.com , de um também querido Marcelo Caldas, me presenteou com um texto muito simples, mas que fala de uma forma cruel e direta o que é amar sozinho. Autorizações à parte, eis o texto:
“O maior problema das promessas feitas a dois é que, muitas vezes, aquele que propõe é quem, de fato, acredita na sua realização. À outra parte cabe ser conivente, assentindo sem pensar direito na responsabilidade da aprovação. E tudo está bem até que se coloca no caminho o momento em que é preciso decidir se vai se fazer de fato aquilo ou não. A partir daí, descobre-se que as visões são diferentes, que os momentos são incompatíveis, que as expectativas são outras. Enfrenta-se a dor e o ônus de se desfazer os castelos de areia montados ingenuamente, enquanto se sente os grãos de um sonho que nunca vai se concretizar escorrendo de forma cruel pelas mãos. As palavras ditas não valem registro, as escritas já foram apagadas. E aquele que propôs tudo descobre que está sozinho, e que talvez sempre tenha estado, enquanto a outra parte, que um dia aparentou estar ali, já encaminha os planos de um futuro qualquer distante dali.
É assim que termina, com um “esquece que eu existo” ou “você vai viver melhor sem mim”. Sem planos, sem tempo, sem volta.
Podia não ser assim. Podia ser apenas teoria.
Mas há sempre alguém para colocar em prática.
Quem eu vou ser depois de você?”
[...]
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http://rumoaonada.blogspot.com
O que 2011 reserva pra mim?
Confesso que, ultimamente, minha idas à Teresina tem sido simplesmente para ficar com o Pedro Victor. Me divirto horrores com ele!!! Tá naquela fase de querer falar tudo, de fazer careta, de morder, de chorar quando você sai de perto dele… nessas horas a distância é foda mesmo, porque muitos desses momentos eu tenho em uma foto de celular. Momentos esses que são impagáveis e insubstituíveis.
Na minha virada do ano preferi me isolar. Há tempos eu ando assim mesmo, mais na minha, introspectiva, pensando em momentos, relembrando situações, ainda procurando me livrar de velhos vícios e tentando matar esperanças enraizadas em meu coração. Início de ano tem disso mesmo, essa falsa sensação de recomeço, como se pudéssemos dormir gordo e acordar magro. O fato é que essa energia que acompanha o dia 31 mexe mesmo com as pessoas, bora todo mundo esquecer as merdas do ano de 2010 e entrar 2011 com outro espírito.
Esse ano eu aprendi muito. Nossa, como eu mudei… pessoas próximas a mim dizem isso, que morar sozinha me fez muito bem, me deu uma noção de responsabilidade que eu ou tinha pouco ou quase não tinha. Junto com a responsabilidade veio a fobia. De solidão, de distância, ainda mais de multidão, morar sozinha me adoeceu. Descobri que gosto mesmo é de gente, de contato físico, de estar perto de rostos familiares, de viver situações corriqueiras, rotineiras, gosto da felicidade da mesmice em família. Piegas??? Confortante, eu diria. Quebrar esse elo ainda é uma tarefa árdua e sofrida pra mim.
Olhando pro ano de 2010, mesmo cometendo burradas (muuuuitas!!!) pude aprender com meus erros, me arrepender deles e mudar o final da minha própria história. Difícil olhar pra si e se ver alguém que você não reconhece, se orgulhar do que vê, ter vontade de matar a sua imagem no espelho, se decepcionar quando você erra mais uma vez, se xingar e bater na cara quando você insiste em uma história que não tem mais solução e nem mais espaço em sua vida mas você quer porque simplesmente quer, ter paciência para colar cada caquinho do que você mesmo conseguiu quebrar sem pensar que aquilo ali é a sua vida.
Eu tentei, consegui, senti medo, tentei novamente, chorei, fugi, voltei, fui feliz, me encantei, me apaixonei, dormi de quase conchinha, magoei, xinguei, odiei, me arrependi, tentei, não consegui, escrevi, desabafei, esperei, esperei, esperei… silêncio… passei pra frente, trabalhei, dancei, bebi, fumei, me isolei, decepcionei, chorei, menti, me arrependi, fugi de novo, me isolei, me desiludi, dei a cara a tapa, ouvi, fui ferida, adoeci, me isolei, chorei, sofri, me arrependi, reconheci, fui surpeendida, não acreditei, não quis, fui embora, melhor assim, me arrependi, pedi, acreditei, estou tentando ser feliz…
Eu procuro um ano transformador e desafiador. Quero os meus conseguindo realizar os seus sonhos, quero o meu trabalho gerando bons frutos, quero estar perto de casa, quero continuar a dar orgulho à minha mãe, quero continuar a ser a “didi” do Pedro Victor, quero saber perdoar quem me magoa, quero ter paciência com as grosserias, quero excluir contatos do meu msn, quero ler livros, ouvir músicas, baixar novos arquivos, eu quero deixar de ser quem eu sou há 4 anos. Somente a minha carcaça, o que está fora, porque o que está dentro continua no mesmo lugar, minha razão dominando a minha emoção, confiando nas pessoas, acreditando que elas são pessoas de bem.
Que 2011 seja um divisor de águas em nossas vidas. Anos ímpares não me agradam, mas começar a acreditar já é um começo.

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