Nova pessoa.
Nunca acreditei na idéia de que estamos aqui para sermos as mesmas pessoas, todos os dias, em todas as ocasiões, munidas de controle remoto e aptos a darmos stop quando algo foge ao nosso controle. Se nascemos, crescemos, envelhecemos, é porque algo implícito faz girar o ciclo da vida e nos mostra as facetas de estarmos aqui. Não acredito no acaso, acredito nas coincidências e que determinadas situações são formadas justamente pelo nosso crescimento espiritual. Fico profundamente incomodada quando acham que, por eu ser sempre tão passiva, eu sou otária. Nem eu me conheço a ponto de saber se sou otária ou não, imagina uma criatura que não está aqui dentro pra saber. Poucas pessoas me conhecem como eu quero, poucas pessoas sabem o que sente meu coração, nenhuma delas sabe quem eu sou e o que existe dentro de mim. Todos nós temos segredos e eles são só nossos. Daqui há um tempinho chego na casa dos 30 e, quano olho pra vida que eu vivi, me arrependo. De ter amado só uma vez, de ter chorado por gente que não mereceu, por ter desejado o mal, por me apaixonar por quem eu não devia, por ter preguiça, por nunca ter gostado de cebola, de pimentão e nem de azeitona, de não ter jogado tudo pro alto pra viver meu grande amor, de não ter estourado meu cartão de crédito comprando passagem aérea, de estar feliz e sorrindo sem caber de tanta felicidade, mesmo com fome, de não ter raspado a minha cabeça, de não ter pedido desculpas aos meus amigos que estiveram comigo em momentos tristes, de não ter beijado minha avó quando ela se foi, de não dizer a cada um o quanto eu os amo. Aí olho pra frente e percebo mais uma vida que me espera, cheia de possibilidades e de incertezas. Eu me dou bem sozinha, eu gosto de mim, e acho pouco provável que isso vá mudar um dia. Quando abro a tela da minha vida e do que eu quero pra mim, só sei de uma coisa: quero me apaixonar perdidamente por alguém, quero sentir o frio na barriga sempre que ele chegar, quero abraçá-lo como se aquele fosse o último abraço, quero que ele seja minha felicidade, não precisando ser só meu. Não precisa se preocupar, eu odeio dormir de conchinha!
Keane, a banda preferida. SEMPRE!
Eu poderia dizer “eu também” para um bocado de coisa que você disse. Aliás, diria, se fosse há algum tempo atrás. Mas hoje, com 31, e sabida de um monte de outras coisas sobre essa engrenagem que é a vida, e um tanto consciente do meu papel no curso dela, me reservo o direito de pelo menos não me arrepender de nada. O que te transformou nessa pessoa com quem vc se dá bem, foram todos – absolutamente todos – os acontecimentos, bons e ruins, que vc viveu.
Quando o amor chegar vc já saberá q o que menos importa é o cartão de crédito, e não vai pensar duas vezes em vivê-lo, nem q seja pra não ter essa sensação esquisita de “poderia ter sido diferente”, né?
Beijo bem grande.
E queridinha, só pra ter certeza: a senhora é aquela menina sorridente que eu sempre abraço apertado onde quer que encontre, mas q normalmente encontro quando há sushi e mariana Arraes pelo meio? RS.
ei… “quero me apaixonar perdidamente por alguém”.
e, sankinha: É ELA MESMA!!!!!