.olhos e ouvidos abertos

?!

Enviado em música, paciência, pfff... by cyn costa em Junho 22nd, 2008

Difícil escolher um título pra uma coisa que não tem endereço, local, idade, sentimento, vergonha, amor, fome, escola, amigos, sexo, internet. Eu não sei que porra é essa que me tá acontecendo comigo, justo eu, que sou sempre tão centrada no que eu quero fazer, justo eu, que programei minha vida nos próximos 5 anos, justo eu, que não sou de invejar a vida alheia.

Quero outra vida. Não sei se tô feliz, se tô triste, se tô realizada, se tô frustrada. Não tô preocupada com o meu português, quero concordar as palavras do meu jeito. Alguma coisa vai mudar no mundo se eu escrevo errado?

Quero ser vegetariana. Não quero mais comer ser vivo, bichos que alegram meu dia, que são sagrados pra uns, 1 quilo de picanha pra outros. Me sinto parte importante e determinante da carnificina animal mundial.

Quero um novo cabelo. Cabelo grande não dá, é feio, brega, comum e simples. Como café preto com pão. Totalmente sem graça mas dá pra passar. Meu rosto é oval, meu busto é lindo, meu pescoço é chique e eu cansei da minha cara de todo dia no espelho.

Quero fugir. Pegar uma mochila que eu ainda não tenho, encher com as poucas roupas que me pertencem e sair por aí, sem destino. Só sei o rumo: nada de região Norte, Nordeste. Quero ir pro Sul. Quanto mais longe, melhor. Duas pirralhas conseguiram, por que eu não consigo? Troço vai comigo. Mas nada de imprensa ou fotos nossas na TV. Já somos maiores de idade e nossos pais vão agradecer se sumirmos nesse mundão. Prometemos mandar cartões e camisetas “Passei por aqui e lembrei de você”.

Quero viver de luz. Luz do dia, luz de abajur, luz dos olhos, luz do sol, luz de qualquer coisa. Quero sentir a felicidade e energia de acordar todo dia com esse calor do inferno.

Quero fim pra essa sensação estranha. Quero respostas pra minhas dúvidas. Quero emoções que eu ainda não vivi. Quero mais dinheiro pra me tornar uma consumista. Quero acreditar que tudo isso não passa de uma fase estúpida e escrota que só vem pra me desafiar e pôr em cheque a minha fragilidade e uma necessidade que eu insisto em esconder.

Quero fim a essa sensação estranha.

Quero começo pra um novo dia.

Quero comer alguma coisa bem diferente.

Quero uma cerveja.

Vou ali fazer um café, ler uma revista, ouvir uma música.

 

AS Meninas do Ceut.

Enviado em bate a mão e bate o pé, meninas, música by cyn costa em Maio 1st, 2008

Há quem diga que euzinha aqui, não adepta de lugares superhipermega cheios, pessoas me empurrando, sobrecarga das cordas vocais para uma conversa ao pé do ouvido, às vezes topo me deixar levar à ambientes nunca explorados por minzinha. Teresina é uma cidade com opções variadas, uma vida social noturna agitada, badalada, cheia de gente IN… péra, péra. Isso não existe em Teresina!!! O máximo que você consegue nessa cidade é sair pra comer (e ser comida, claro!), ganhar quilos extras na barriga, dar uma passadinha no quiosque (a gente sempre volta às origens, há!), encontrar amigos de mesa de bar e só. SÓ ISSO, caro telespectador. Raízes, Churú, Bueiro… nhém, não vou incluir esse programa no meu circuito, aí já é demais!

Pois bem, deixa eu contar. Ontem fui pra faculdade, porque alguém tem que estudar nessa família, e antes de chegar, ainda rodei feito doida pra trocar uma sandália, comer alguma coisinha no McDonald’s, olhar os filmes que estão em cartaz no cinema, voltar pra faculdade. Só que antes de ir assistir aula, ainda passamos num lugar para reservar uma mesa. LUGAR: Maresia, na quartanejada típica dos descolados e bem nascidos de Terehell. Explico, Watson: lá no Maresia, avenida João XXIII, toda as quartas tem a quartanejada do Maresia, com música ao vivo e um zilhão de gente para ouvir música sertaneja. E a cereja do bolo é que eu fui pra lá!!!!!!! Tá, explico outra vez: Minhas amigas de faculdade, Gila, Maria Teresa, me obrigaram a ir pra lá e eu obriguei a Danielle a ir também. Juro que usei de todas as chantagens pra não ir, mas pessoas antenadas e espertas que elas são, derrubavam todas as minhas justificativas. Eu fui, né?

Considerações importantes a se fazer:

1. Eu sei onde estão os homens bonitos e bem nascidos de Teresina. Pena que eles, com certeza, não gostam de Wilco, Rilo Kiley, Weezer, Feist, e por aí vai…

2. Eu me diverti PRA CARALHO! Minha gente, me diverti horrores. Me vi cantando Zezé di Camargo e Luciano, Leandro e Leonardo, Vitor e Léo (???), César Menotti e Fabiano (=PPPPP), levantando os bracinhos e balançando as mãozinhas.

Alguém muito sábio já me disse uma vez: “Cynthiazinha, tá no inferno, abraça o cão.” Ontem eu abracei, beijei, tirei fotos impublicáveis com um monte de gente, vi um povo que é morto e vivo no submundo e aí, chupa essa manga: eles estavam bem piores do que eu, garanto. Parece que são figurinhas carimbadas no lugar, sabe? Pois é.

Saldo positivo da noite: ninguém morre fugindo da rotina, as meninas são piores do que eu (kkkkkkkk), consegui esquecer metade dos meus problemas, conheci gente bacana e feliz, tive uma ressaca da porra, gastei meus poucos créditos mandando mensagem pra um monte de gente mas tá valendo, eu quero assistir “Loucas por Amor, Viciadas em Dinheiro” (vai querer me convencer que mulher não é assim???), quero trabalhar no shopping só para ter direito a um cartão McDonald’s ( cartão de crédito gente, com um monte de regalias para os funcionários do shopping TODO!), vou me dar de presente uma carteira roxa, de verniz. Um luxo!

Tchubaruba (?)

Enviado em amor, infância, música, sorvete by cyn costa em Abril 1st, 2008

Para alguns, música é uma união de letras, arranjos, instrumentos, vozes, presença, personalidade. Para mim, música é tão somente sentimento. Se uma música toca meu coração, ela me conquista pra sempre. E sempre é o destino de todas elas, já que são feitas pra durar o tempo de uma saudade, ou seja, eterna.

Pegando carona na discussão da PAM sobre uma nova cantora que surge no país, resolvi tentar pelo tamanho do alarde feito para a criatura. Mallu Magalhães, uma piveta de 15 anos, diz que ganhou de presente de aniversário um corte de cabelo (?) e mais alguns trocados dos parentes e resolveu gravar umas músicas. Foram quatro, de sua autoria. Até aí, tudo bem, tudo normal. O anormal é o que essa menina prodigío faz.

Mallu se diz apaixonada por Bob Dylan, Beatles, Belle and Sebastian, Johnny Cash, tudo muito normal até aí. Aí você pensa: poxa, a menina tem 15 anos e gosta de Bob Dylan, Johnny Cash? É, certamente há uma influência direta, de livre e espontânea pressão, que a menina gostasse de Bob e Johnny. Vide meu caso: mamãe é tão apaixonadamente louca pelo Roberto Carlos que, desde que me entendo por gente, ela canta suas músicas, da época que eu dormia de rede e chupava dedo, e continua tudo do mesmo jeito. Aprendi todas as suas músicas por osmose. Voltando à Mallu…

A menina é uma graça. Canta bem, tem músicas fofinhas, caiu de páraquedas nessa de pop star tupiniquim, fez tudo sem pretensão de virar fenômeno. É, caros coleguinhas, mas virou. São mais de 300.000 visitas ao seu Myspace, pessoas fervorosas que já colocaram a coitada da criança no patamar de a maior cantora do país. Camaradas, isso também é exagero!!! A menina é uma gracinha, mas ainda tem que comer muita farinha pra chegar lá. Mallu não canta axé, nem forró, nem pagode, muito menos eca suingueira. Ela escolheu o folk! Acho lindo, adoooooooooooro Folk, de coração, mas poucas pessoas conhecem e gostam. Uma pena, de verdade. Sucesso, pra Mallu, só para algumas pessoas. E poucas.

Confesso que virei fã. A garota é gracinha, tem a voz pra idade dela, compõe bem, se vira direitinho. Claro que falta umas manhas aí do meio, mas nada que o tempo não ensine e uma boa equipe de apoio não resolvam. Façam como eu e assistam aos vídeos dela pensando: “ela só tem 15 anos, ela só tem 15 anos, ela só tem 15 anos!”

Essa musiquinha é de amor, daqueles amores que te deixam bem babacas!

Alguma coisa está fora da ordem.

Enviado em música, saudade by cyn costa em Fevereiro 10th, 2008

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Por favor, não completem a música, já que a ordem citada é política, assuntinho complexo e fora da realidade do meu blog.

Há alguns muitos anos atrás (sem especificar a data, pliiis!),  fui apresentada a uma banda pelo meu irmão, que na época ainda não tinha um gosto musical formado e se dividia em vários estilos e formatos. Pra minha sorte, ele sempre enveredou por caminhos trilhados com pincel de ponta, certinho, reto, centrado. Ponto pra mim. Que banda é essa? New Order, banda pós-punk de música eletrônica inglesa formada em 1980 pelos ex-integrantes do Joy Division após o suicídio do vocalista Ian Curtis e que acabou em 2007. É considerada a pioneira na união do rock com a música electrónica e foram uma das maiores difusoras da música electrónica, ao lado de bandas como os Depeche delícia Mode e os Pet Shop my mind Boys. 

E tudo começou aí… pra mim, course.

p.s: rimão, essa é pra você.

obis: au bon goût de canelle. Pão de Açúcar, Dom Severino. dilíssa!

pt: alone em casa num domingo. amo muito tudo isso.

Bitowniando meu dia.

Enviado em amor, música, paciência by cyn costa em Fevereiro 8th, 2008

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 something in the way she moves. attracts me like no other lover. something in the way she woos me. i don’t want to leave her now. you know I believe and how. somewhere in her smile she knows. that I don’t need no other lover. something in her style that shows me. i don’t want to leave her now. you know I believe and how. you’re asking me will my love grow. i don’t know, I don’t know. you stick around now it may show. i don’t know, I don’t know. something in the way she knows. and all I have to do is think of her. something in the things she shows me. iI don’t want to leave her now. you know I believe and how.

Boa inventar a máquina avião de teletransporte???

p.s: 08.07.2005

Enviado em amor, chuva, saudade by cyn costa em Fevereiro 1st, 2008

Trago a sensação de que ele sempre está ao meu lado, apesar disso nunca ter acontecido.

De manhã, na preguiça de acordar com um dia chuvoso, pedindo um cobertor e alguém pra aquecer, ele me vêm e, cheio de amor, beija minhas costas dizendo que já é hora de levantar. Olho nos seus olhos e vejo a sua primeira declaração de amor. Por longas e intermináveis horas, as declarações surgem a todo momento, das formas mais inusitadas e autênticas. “Ao meu lado tem uma garota com o anel igual ao seu”, “Engraçado, tomei sorvete de tangerina!”, “Amor, tô levando pão de arroz e leite de soja pra você”, ” Bora comer suflê de cebola amanhã?”. Ah, meu coração explode de felicidade e de conforto. Amar é fazer parte, é estar junto, é pensar que sua vida seria insuportável sem isso, uma dor que dói e sufoca só de imaginar.

Em dias de chuva, sentamos em frente à tv e ali ficamos, por horas, quietos e distantes do que se passa na telinha. O que importa é o toque, o cheiro, o conforto, as mãos dadas, os pés enroscados e gelados, o abraço que ele me dá, as piadas sem graça que me conta mas acabo sorrindo para vê-lo feliz, a vontade de ganhar dinheiro sem fazer nada, o cochilo que tira com o rosto no meu pescoço depois de sussurrar por zilhões de vezes que odeia aquele filme água com açúcar, quando aperta minha mão enquanto dorme por medo que eu saia de perto, o aconchego definitivo para mais uma noite abraçados.

Em dias de domingo, reinamos absolutos e infinitos. Eu sou dele e ele é meu. Não há nada no mundo capaz de dimensionar essa força que nos leva a desejar só um, a amar só um, a querer só o abraço de um, a querer só ele.  E tudo perde a graça se não for com ele, se não for a voz dele, a música dele, a revista dele, o lençol dele, o pijama dele, a cama dele, o gosto dele, o sorriso dele, o nariz dele, o beijo dele.

Mesmo nunca tendo vivido isso de verdade. É amor mesmo de longe.

.confetes e serpentinas para corações apaixonados

Enviado em amor, infância, lágrimas by cyn costa em Janeiro 29th, 2008

Quando eu tinha uns 6, 7 anos, fui para um baile de carnaval vestida de cigana. Mamãe fez a fantasia pra mim, minha irmã e mais duas coleguinhas vizinhas primas do coração. Me lembro da vergonha que senti por estar me achando feinha, sem graça, sem dente, cabelo curtinho, e magrela até o talo. Mas era carnaval, um dia que eu podia dançar e estar perto das amiguinhas. Fofo demais isso. Aí os anos passam, cada uma segue seu rumo, uma das vizinhas primas do coração está prestes a ter um bebê (é, somos amigas até hoje!), e quando olho quantos anos eu já vivi, quantos sonhos eu sonhei, quantas esperanças eu perdi, me aparece essa declaração universal e feliz de um coração apaixonado. Se todos os carnavais fossem assim, queria todos os dias.

1 - Para as minhas duas avós, onde quer que elas estejam.

Deu certo.

Enviado em ameixa, chuva, música by cyn costa em Janeiro 29th, 2008

Só aprende se fuçar. Sem segredo e sem regra.

Fuça que tu chega lá.

Putz.

Enviado em paciência, pfff..., sorvete by cyn costa em Dezembro 30th, 2007

Diz por aqui no wordpress que se eu postar um montão de coisa, meu blog muda a configuração de um babado aqui… complicaaado!

Tá, pois eu vou escrever qualquer besteira aqui pra ver se funciona mesmo.

PRECISO perder a mania de escrever as palavras como as pronuncio. Feio demais isso. Parece coisa de adolescente que quer impressionar sua tchurma. Cresci gente, sou adulta e preciso agir como tal. Tão vendo o monte de besteira que eu escrevo, né??? É tudo teste, tudo mesmo. Não acreditem em meia palavra que eu digo, só acreditem na história de escrever como falo porque é a mais pura verdade. Falar em pura, quero um sorvete de tangerina láááááá da Pura Fruta. =)

Dando murro em ponta de faca.

Enviado em paciência by cyn costa em Dezembro 22nd, 2007

… é tentando que se aprende, né?