.olhos e ouvidos abertos

Estranheza.

Publicado em amor, infância, música por cyn costa em Segunda-feira, 17 Agosto, 2009

Há algum tempo eu não sabia o que era ter insônia. Dormia bem, cedo, relaxada, feliz. Mas de uns dias pra cá, a danada voltou a me visitar. Nossa, as mudanças já são visíveis em mim!!! Saco, odeio ter insônia, odeio não dormir direito, odeio dormir de tarde, odeio não ter rotina. A minha ansiedade anda me fazendo mal, me deixando a ponto de explodir. Eu penso, reflito, observo, anoto, rasgo, penso mais uma vez, roo as unhas (maldita revisão ortográfica!), tomo água, lavo os pés, jogo no celular, leio revista, ouço música, deito na cama. Dormir, só deus sabe que horas…

Nossa, como eu tomo decisões!!! Do que eu quero dizer para determinada pessoa, do meu arrependimento de ter magoado alguém, das coisas certas que eu tenho que escrever num email, da quantidade de quilos que eu tenho que perder, do tempo que eu vou levar para caminhar 4 quilômetros, das contas que eu tenho que pagar, dos filmes para assistir, livros pra ler, músicas pra ouvir, roupas para vestir, cabelo para mudar.

E quero refazer projetos guardados! Antes, tinha planos de fazer mestrado no Rio de Janeiro. Agora não: meu mestrado eu quero fazer é em São Paulo. Uma amiga certa vez me disse: “Cynthia você tem alma de paulista. Rio de Janeiro é ensolarado e você não é assim. Rio é malemolência, pagode, praia, cerveja, gente bronzeada, essas coisas. São Paulo é cizudo, museu, cultura, gastronomia, frio, vinho, roupas de gola alta e cabelos sempre arrumados.” Comédia isso!!! Daí, fui pesquisar o que cada cidade me traria de proveito, cursos, gastos, afinidades e, principalmente, pessoas. Como eu tenho amigos em São Paulo!!! Rio de Janeiro não vai me oferecer isso, lá eu serei muito só, não conheço ninguém. Aliás, conheço o Otto e o albergue brasileiro que ele vive e que falta uma nordestina, EU. Dúvida, dúvida…

Pedro Victor já está com quase 6 meses. Mexe muito na barriga da mãe dele, dá chutes, se enrola, muda de posição, uma fofura. Minha irmã acha que ele vai gostar de mim, de dormir comigo, porque ela diz que sempre que ele escuta minha voz, fica calmo, para de mexer, como se parasse pra me ouvir. Dezembro é o mês que ele vem nos ver, nosso primeiro Natal e Ano Novo com ele. Verdadeiramente, um presente de Deus.

Hora de dormir. 04:31.

Na quinta tem!

Publicado em amor, bate a mão e bate o pé, meninas, música por cyn costa em Quinta-feira, 23 Julho, 2009

Sentei aqui pra dar início a uma tarefa que, para mim, não é fácil. Essa história de “deixar fluir sentimento e pensamento para escrever no blog” não cola pra mim. Sou fechadinha, na minha, gosto de observar, sentir, refletir. Mas aí, como muitas tantas outras vezes em minha vida, eu prometi que faria disso aqui um lugar bonitinho e bacana pra visitar. Eis-me aqui, sentada, e descubro que vou ter que sair pra resolver pepino. Volto amanhã com algumas várias novidades da noite de hoje.

Show do Validuaté no Teatro 4 de Setembro, às 19:00 horas. Perca não, porque tudo que aqueles meninos fazem é uma lindeza que dá gosto e prazer de ver.

Pergunta bem aí se eu vou. Eu vou? Ô pergunta!!

 

http://www.youtube.com/watch?v=LPUZRB8RPX8

Coisa bonita de se ver.

Publicado em amor, bate a mão e bate o pé, infância, saudade, sorvete por cyn costa em Domingo, 10 Maio, 2009
Mamis e Ninina.

Mamis e Ninina.

Minha mãe foi mãe muito cedo. Aos 19 anos, ela casou grávida com o primeiro namorado dela, meu pai. Nasceu meu irmão, depois de 1 ano, nasceu minha irmã e, três anos depois eu nasci. Todo mundo em São Luís. Uma família linda, com filhos saudáveis e pais apaixonadamente apaixonados.

Mamãe sempre viveu para os filhos. Essa coisa de acordar cedo pra lavar o chão que íamos pisar, ter sempre roupas limpas, comida gostosinha de mãe, isso sempre foi tão dela que nem parecia que ela fazia aquilo por amor aos filhos. Pior que fazia, já que minha mãe odeia uma cozinha, foi criada para bordar, costurar, fazer sapatinhos de lã, e a ter arrepios de medo de cozinha. Isso ela carrega até hoje, gente. Gracinha.

Eu sempre fui mais apegada ao meu pai. Talve por ser a caçula, pela gravidez ter sido complicada, e certamente por amor a primeira vista mesmo, eu sou doente de amor por ele. Minha mãe sempre foi mais apegada aos meus irmãos mais velhos, e à minha irmã em especial. Mamãe sonhava em ter uma filha. Ela já tinha nome, dois nomes, sendo que um deles papai não gostava porque era falado numa música que ele não tinha simpatia. Mudou-se o nome da criança, de Silvia Letícia para Silvia Andrea. E eu seguia ali, grudada com o meu pai. Um ano qualquer da vida, meu pai foi embora e eu me vi sem ele, e estar sem ele era estar sem alguém em que confiar. Minha mãe era minha mãe, mas era diferente. Tudo com ela era diferente. Parece que eu reaprendi a ser eu, entende? Tive que me readaptar, porque meu pai e minha mãe são criaturas totalmente diferentes.

Minha mãe é introspectiva, silenciosa, calada, indiferente a algumas coisas, emoções contidas e delas. Meu pai é extroversão em excesso, conversador, sonhador, romântico, acha que a vida é linda e o mundo é perfeito. Ainda bem que eu tenho um pouco dos dois, todos nós temos, saímos deles!!! Mamãe é canceriana, o signo mais mãe do zodíaco. Papai é capricorniano, o signo mais sonhador. Mamãe conquista com um sorriso de canto de boca. Papai com um abraço de fazer você sufocar. Agora deu pra vocês entenderem onde eu me meti, né? Pois é.

Minha mãe descobriu no sábado que vai ser avó. Silvia vai ser mãe de uma menina ou de um menino, e essa notícia veio como um bálsamo em nossas vidas. Uma criatura pra fazer a gente sentir amor, medo, preocupação, felicidade, raiva, saudade, carinho, zelo. Uma criatura que, daqui há uns tempos, abrirá os braços e dirá “vovó te amo”, “vovô você é legal!”, “titia vai não!”, “olha o au au!”, essa pessoa que vai entrar no meu quarto e me dar o sorriso de bom dia mais lindo do mundo, que vai ficar dodói e preferir dormir com a mãe dele, que um dia vai birrar e o vovô levar pra passear na calçada, e simplesmente aquela pessoa que vai nos fazer enxergar que Deus age em nossas vidas quando menos esperamos. E Ele, mais uma vez, vem até nós dizer que só conseguimos encontrar a verdadeira felicidade e o verdadeiro amor quando estamos juntos, pais e filhos, fazendo de muitos, um só. E é o nosso amor que vai chegar, daqui há 8 meses.

Silêncio quadrado.

Publicado em amor, música, sorvete por cyn costa em Domingo, 23 Novembro, 2008

Eu escrevo pra mim e não para os outros. Idéia estranha, mas não quero que ninguém entenda o que acontece aqui, onde quer que esse aqui seja. Olhando meu computador, com tantas fotos, de tantas pessoas, momentos felizes, outros nem tanto, músicas que estão aqui não sei por quê, muitas que nunca ouvi, é hora de fazer uma faxina. Desapegada de valores sentimentais (já que ele é a mola de tudo isso estar aqui), excluir é necessário. Mas não é fácil, pois tudo conta uma história que, de algum jeito, me fez evoluir e involuir tantas vezes. Ah droga, sou mulher, e se nem eu me entendo você acha que pode? Claro que não. Mulher é um bicho inconstante por natureza, emocional e sonhador. Seja atencioso, carinhoso, preocupado, ligue várias vezes ao dia, faça surpresas, compre lingerie pra ela, viajem, família, muitos amigos em comum, declarações públicas de amor, banalidades do dia-a-dia, chore com ela, entenda a sua TPM, tenha senso de humor, diga sempre que ela está linda, assista filmes água com açúcar junto dela, acorde de mau humor, fique bêbado e chore de amor, e tenha tudo o que quer de uma mulher. E se livrar de momentos bons que te trazem boas lembranças e sensações não é nada confortável. Se eu for listar as coisas que nós, mulheres, adoramos ver nos homens, levaria o tempo de uma vida inteira e ainda faltaria tempo pra tanto.

Poucos entendem que planeta é esse. Alguns se limitam a dizer o que as mulheres gostam de ouvir. E dizem a mesma coisa pra várias. Isso é amor em excesso ou cafajestice em alto grau?

Dúvida…

48 horas.

Publicado em chuva, paciência, saudade por cyn costa em Quarta-feira, 5 Novembro, 2008

Final de semana não descansei o suficiente. Dormi muito, não o necessário. Quanto mais dormia, mais sono tinha. O mundo não mudou em 48 horas. Eu mudei. O “não” sai com mais facilidade, o conformismo foi atrás de outra parceira, a vontade de seguir com minhas próprias pernas e vontades se fez presente e se apoderou de mim. 48 horas depois, eu me olhei no espelho e não me reconheci.

 

- Bom dia. Quem é você?

- Desculpe, mas estou te vendo pela primeira vez.

- Prazer, meu nome é Cynthia e essas são as suas 48 horas.

 

Obrigada a todos que me fizeram chegar até aqui, mais forte, feliz e decidida.

E eu me decidi: nem Havana, nem Desejo. Carmin.

[hoje choveu lindamente em Teresina. o cheiro me fez lembrar de você]

Amores possíveis.

Publicado em amor, música, sorvete por cyn costa em Terça-feira, 21 Outubro, 2008

Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que, por admiração, se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque – a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras – e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.”

Keane. Sempre, sempre ele.

Meu amor é seu. De hoje em diante.

Mensagem subliminar. Adoro.

Nova pessoa.

Publicado em amor, música, saudade por cyn costa em Sexta-Feira, 3 Outubro, 2008

Nunca acreditei na idéia de que estamos aqui para sermos as mesmas pessoas, todos os dias, em todas as ocasiões, munidas de controle remoto e aptos a darmos stop quando algo foge ao nosso controle. Se nascemos, crescemos, envelhecemos, é porque algo implícito faz girar o ciclo da vida e nos mostra as facetas de estarmos aqui. Não acredito no acaso, acredito nas coincidências e que determinadas situações são formadas justamente pelo nosso crescimento espiritual. Fico profundamente incomodada quando acham que, por eu ser sempre tão passiva, eu sou otária. Nem eu me conheço a ponto de saber se sou otária ou não, imagina uma criatura que não está aqui dentro pra saber. Poucas pessoas me conhecem como eu quero, poucas pessoas sabem o que sente meu coração, nenhuma delas sabe quem eu sou e o que existe dentro de mim. Todos nós temos segredos e eles são só nossos. Daqui há um tempinho chego na casa dos 30 e, quano olho pra vida que eu vivi, me arrependo. De ter amado só uma vez, de ter chorado por gente que não mereceu, por ter desejado o mal, por me apaixonar por quem eu não devia, por ter preguiça, por nunca ter gostado de cebola, de pimentão e nem de azeitona, de não ter jogado tudo pro alto pra viver meu grande amor, de não ter estourado meu cartão de crédito comprando passagem aérea, de estar feliz e sorrindo sem caber de tanta felicidade, mesmo com fome, de não ter raspado a minha cabeça, de não ter pedido desculpas aos meus amigos que estiveram comigo em momentos tristes, de não ter beijado minha avó quando ela se foi, de não dizer a cada um o quanto eu os amo. Aí olho pra frente e percebo mais uma vida que me espera, cheia de possibilidades e de incertezas. Eu me dou bem sozinha, eu gosto de mim, e acho pouco provável que isso vá mudar um dia. Quando abro a tela da minha vida e do que eu quero pra mim, só sei de uma coisa: quero me apaixonar perdidamente por alguém, quero sentir o frio na barriga sempre que ele chegar, quero abraçá-lo como se aquele fosse o último abraço, quero que ele seja minha felicidade, não precisando ser só meu. Não precisa se preocupar, eu odeio dormir de conchinha!

Keane, a banda preferida. SEMPRE!

Setembro chegando ao fim…

Publicado em música, paciência, pfff... por cyn costa em Segunda-feira, 29 Setembro, 2008

Momento estranheza: não sei o que eu tenho hoje, uma vontade de alguma coisa, de fazer o que eu não sei, com um aperto no peito e sei lá. Se já fosse mês de outubro logo todos pensariam que estou com tpm, mas pasmem II tempo: fiquei boa há duas semanas. Parece que agora eu tenho a certeza de algo que eu já desconfiava. Minha tpm dura bem mais do que eu podia imaginar. Eu não sei nem que música ouvir, nem o que conversar, pra quem ligar, o que assistir, o que vestir, pra onde ir, se é pra ficar. Estranha, muito estranha.

?!

Publicado em música, paciência, pfff... por cyn costa em Domingo, 22 Junho, 2008

Difícil escolher um título pra uma coisa que não tem endereço, local, idade, sentimento, vergonha, amor, fome, escola, amigos, sexo, internet. Eu não sei que porra é essa que me tá acontecendo comigo, justo eu, que sou sempre tão centrada no que eu quero fazer, justo eu, que programei minha vida nos próximos 5 anos, justo eu, que não sou de invejar a vida alheia.

Quero outra vida. Não sei se tô feliz, se tô triste, se tô realizada, se tô frustrada. Não tô preocupada com o meu português, quero concordar as palavras do meu jeito. Alguma coisa vai mudar no mundo se eu escrevo errado?

Quero ser vegetariana. Não quero mais comer ser vivo, bichos que alegram meu dia, que são sagrados pra uns, 1 quilo de picanha pra outros. Me sinto parte importante e determinante da carnificina animal mundial.

Quero um novo cabelo. Cabelo grande não dá, é feio, brega, comum e simples. Como café preto com pão. Totalmente sem graça mas dá pra passar. Meu rosto é oval, meu busto é lindo, meu pescoço é chique e eu cansei da minha cara de todo dia no espelho.

Quero fugir. Pegar uma mochila que eu ainda não tenho, encher com as poucas roupas que me pertencem e sair por aí, sem destino. Só sei o rumo: nada de região Norte, Nordeste. Quero ir pro Sul. Quanto mais longe, melhor. Duas pirralhas conseguiram, por que eu não consigo? Troço vai comigo. Mas nada de imprensa ou fotos nossas na TV. Já somos maiores de idade e nossos pais vão agradecer se sumirmos nesse mundão. Prometemos mandar cartões e camisetas “Passei por aqui e lembrei de você”.

Quero viver de luz. Luz do dia, luz de abajur, luz dos olhos, luz do sol, luz de qualquer coisa. Quero sentir a felicidade e energia de acordar todo dia com esse calor do inferno.

Quero fim pra essa sensação estranha. Quero respostas pra minhas dúvidas. Quero emoções que eu ainda não vivi. Quero mais dinheiro pra me tornar uma consumista. Quero acreditar que tudo isso não passa de uma fase estúpida e escrota que só vem pra me desafiar e pôr em cheque a minha fragilidade e uma necessidade que eu insisto em esconder.

Quero fim a essa sensação estranha.

Quero começo pra um novo dia.

Quero comer alguma coisa bem diferente.

Quero uma cerveja.

Vou ali fazer um café, ler uma revista, ouvir uma música.

 

AS Meninas do Ceut.

Publicado em bate a mão e bate o pé, meninas, música por cyn costa em Quinta-feira, 1 Maio, 2008

Há quem diga que euzinha aqui, não adepta de lugares superhipermega cheios, pessoas me empurrando, sobrecarga das cordas vocais para uma conversa ao pé do ouvido, às vezes topo me deixar levar à ambientes nunca explorados por minzinha. Teresina é uma cidade com opções variadas, uma vida social noturna agitada, badalada, cheia de gente IN… péra, péra. Isso não existe em Teresina!!! O máximo que você consegue nessa cidade é sair pra comer (e ser comida, claro!), ganhar quilos extras na barriga, dar uma passadinha no quiosque (a gente sempre volta às origens, há!), encontrar amigos de mesa de bar e só. SÓ ISSO, caro telespectador. Raízes, Churú, Bueiro… nhém, não vou incluir esse programa no meu circuito, aí já é demais!

Pois bem, deixa eu contar. Ontem fui pra faculdade, porque alguém tem que estudar nessa família, e antes de chegar, ainda rodei feito doida pra trocar uma sandália, comer alguma coisinha no McDonald’s, olhar os filmes que estão em cartaz no cinema, voltar pra faculdade. Só que antes de ir assistir aula, ainda passamos num lugar para reservar uma mesa. LUGAR: Maresia, na quartanejada típica dos descolados e bem nascidos de Terehell. Explico, Watson: lá no Maresia, avenida João XXIII, toda as quartas tem a quartanejada do Maresia, com música ao vivo e um zilhão de gente para ouvir música sertaneja. E a cereja do bolo é que eu fui pra lá!!!!!!! Tá, explico outra vez: Minhas amigas de faculdade, Gila, Maria Teresa, me obrigaram a ir pra lá e eu obriguei a Danielle a ir também. Juro que usei de todas as chantagens pra não ir, mas pessoas antenadas e espertas que elas são, derrubavam todas as minhas justificativas. Eu fui, né?

Considerações importantes a se fazer:

1. Eu sei onde estão os homens bonitos e bem nascidos de Teresina. Pena que eles, com certeza, não gostam de Wilco, Rilo Kiley, Weezer, Feist, e por aí vai…

2. Eu me diverti PRA CARALHO! Minha gente, me diverti horrores. Me vi cantando Zezé di Camargo e Luciano, Leandro e Leonardo, Vitor e Léo (???), César Menotti e Fabiano (=PPPPP), levantando os bracinhos e balançando as mãozinhas.

Alguém muito sábio já me disse uma vez: “Cynthiazinha, tá no inferno, abraça o cão.” Ontem eu abracei, beijei, tirei fotos impublicáveis com um monte de gente, vi um povo que é morto e vivo no submundo e aí, chupa essa manga: eles estavam bem piores do que eu, garanto. Parece que são figurinhas carimbadas no lugar, sabe? Pois é.

Saldo positivo da noite: ninguém morre fugindo da rotina, as meninas são piores do que eu (kkkkkkkk), consegui esquecer metade dos meus problemas, conheci gente bacana e feliz, tive uma ressaca da porra, gastei meus poucos créditos mandando mensagem pra um monte de gente mas tá valendo, eu quero assistir “Loucas por Amor, Viciadas em Dinheiro” (vai querer me convencer que mulher não é assim???), quero trabalhar no shopping só para ter direito a um cartão McDonald’s ( cartão de crédito gente, com um monte de regalias para os funcionários do shopping TODO!), vou me dar de presente uma carteira roxa, de verniz. Um luxo!